Península de Setúbal

A Península de Setúbal encontra-se em todo o estuário do rio Tejo ao sul de Lisboa, e estão ligados a Lisboa por duas pontes.

A Península de Setúbal é o coração desta região litorânea, cortada pelas pontes do Tejo. É um local vibrante para os turistas de fim de semana que vêm de Lisboa. No verão, os atrativos se concentram nas praias do Atlântico, com provas de surf e campeonatos de golfe, e, mais ao sul, ficam as enseadas abrigadas sob as colinas arborizadas do Parque Natural da Arrábida.

Região

Entre as florestas da Arrábida encontramos as pastagens de montanha com suas ovelhas que produzem os famosos queijos de Azeitão. Em questões de viticultura, predominam os vinhedos da variedade Moscatel denominada como DOC Setúbal (Denominação de Origem), destinadas a produção dos vinhos doces clássicos de Portugal (Muscats de Setubal), e também a tinta Castelão, muito mais adaptada aqui do que no resto de Portugal, base da produção dos tintos finos de Palmela (segunda DOC da região). As duas DOCs são delimitadas à península, mas a denominação “Vinho Regional Península de Setúbal”, se estende ao redor dos pântanos do Estuário do Sado (um paraíso para aves e uma fonte de sal e arroz), por mais 60 quilômetros ao longo da costa atlântica, até a pequena cidade de Sines. O rio Sado flui através da parte oriental da região e influencia fortemente esse micro clima do Vinho Regional. Esse último pode ser feito a partir de uma enorme variedade de uvas, sejam portuguesas ou internacionais.

 

Vinhedos e vinícolas são aqui, um negócio próspero, apesar da pressão crescente sobre as terras para fins imobiliários. Duas das maiores empresas portuguesas tiveram uma influência significativa no desenvolvimento da qualidade e estilos de vinhos. Há também um bom vinho feito por cooperativas.

 

Para ter a DOC Palmela, o vinho tem de conter pelo menos 67% da uva Castelão, mas normalmente tem mais, com cortes de Aragonez , Cabernet Sauvignon, Syrah e Trincadeira. Fora da DOC Palmela e da Península de Setúbal, as uvas Castelão não costumam se dar muito bem. Mas, como descrito, a Castelão é particularmente bem-sucedida nesses solos quentes e arenosos e seus vinhos são frutados, com moderado álcool e taninos maduros, evoluindo com a idade. Notas de cedro, caixa de charuto, denotam seu caráter e complexidade. Quanto aos brancos, são secos e perfumados, produzidos geralmente com cortes da Fernão Pires e da Moscatel de Setúbal.

 

Moscatel

Muitas das melhores uvas são provenientes das colinas calcárias do parque da Arrábida, que se eleva sobre a costa sul da península. Para se ter a A DOC Setúbal, exige-se pelo menos 67% da variedade Moscatel de Setúbal (ou Moscatel de Alexandria), em sua composição, enquanto aqueles produzidos com pelo menos 85% dela, estão autorizados a denominarem-se também de Moscatel Roxo. As uvas para estes vinhos doces fortificados, sejam tinto ou branco, são fermentadas com as suas peles e, em seguida, adiciona-se aguardente de uva que interrompe a fermentação. As peles (cascas), saborosas e perfumadas, são deixadas a macerar no vinho durante mais alguns meses, intensificando sabores e odores. Em seguida, o vinho é drenado para ser envelhecido durante um período mínimo de 18 meses em carvalho. Nesta fase, o Moscatel de Setúbal é amarelo, docemente floral e cítrico. Apenas pequenas quantidades são envelhecidas para tornarem-se, depois de 20 anos, um néctar escuro, com aromas complexos, intensos e sabores de nozes e frutas secas, cítricas e mel, ficando entre os maiores Muscats fortificados do mundo.

A Península de Setúbal é rodeada pelo oceano Atlântico e pelos rios Tejo e Sado. A região, situada a sul de Lisboa, é essencialmente marcada pelo turismo e pelas grandes explorações vitícolas. Desde as grandes explorações dominadas pela casta Castelão até ao Moscatel, um dos vinhos generosos nacionais, esta região sempre teve um lugar cimeiro na história dos vinhos portugueses.

A Península de Setúbal apresenta dois tipos de paisagens. Uma caracteriza-se pelo seu relevo mais acentuado com vinhas plantadas em solos argilo-calcários, entre os 100 e os 500 metros, aproveitando as encostas da Serra da Arrábida que as protegem do oceano Atlântico. A outra zona que representa, cerca de 80% do total da região, abrange terras planas ou com suaves ondulações, raramente ultrapassando os 150 m de altura. Estes terrenos são compostos por solos de areia, tornando-os bastante pobres e perfeitamente adaptados à produção de uvas de grande qualidade.

O clima da região é mediterrânico temperado com Verões quentes e secos e Invernos amenos e chuvosos. A humidade relativa média anual situa-se entre os 75% a 80%, o que reflecte a proximidade do mar.

A Península de Setúbal compreende duas Denominações de Origem (Palmela e Setúbal) e a designação de vinhos regionais Península de Setúbal. A maior parte dos vinhos da região utilizam a casta Castelão na sua composição. Esta é a casta tradicional da zona e a legislação para a produção de vinhos DO obriga à utilização de uma percentagem elevada de Castelão, por exemplo o DO de Palmela tem de ser constituído por 66,7% desta casta. Por vezes, a Castelão é misturada com a casta Alfrocheiro ou Trincadeira.

As castas brancas dominantes na região são a Fernão Pires, a Arinto e naturalmente, a Moscatel de Setúbal, que é utilizada em vinhos brancos e também nos vinhos generosos da Denominação de Origem de Setúbal.

As características mais marcantes dos novos vinhos da Península de Setúbal são os aromas florais nos brancos e os sabores suaves a especiarias e frutos silvestres nos tintos.

O vinho generoso de Setúbal elaborado a partir das castas Moscatel e Moscatel Roxo é um dos mais antigos e famosos vinhos mundiais.

O Moscatel de Setúbal é um vinho generoso de excelente qualidade, em especial quando envelhecido durante largos anos em barricas de carvalho. Trata-se de um vinho de aroma muito intenso, a flores de laranjeira, com sabor meloso e cheio, que evolui com a idade para notas de frutos secos, passas e café.

Produzidos em pequena quantidade, os vinhos licorosos elaborados a partir da casta Moscatel Roxo têm características semelhantes ao Moscatel de Setúbal, no entanto são mais finos e apresentam aromas e sabores muito complexos de laranja amarga, passas de uva, figos e avelãs.

 

Principais uvas brancas:

  • Para Setúbal: Antão Vaz, Arinto, Fernão Pires, Malvasia Fina, Moscatel Galego Branco, Moscatel de Setúbal, Rabo de Ovelha, Roupeiro Branco, Verdelho, Viosinho
  •  Para Palmela: Alvarinho, Antão Vaz, Arinto, Chardonnay, Fernão Pires, Loureiro, Malvasia Fina, Moscatel Galego Branco, Moscatel de Setúbal, Pinot Blanc, Rabo de Ovelha, Roupeiro Branco, Sauvignon, Semillon, Verdelho, Viosinho.

Principais uvas vermelhas:

• Para Setúbal: Aragonez, Bastardo, Castelão, Touriga Franca, Touriga Nacional, Trincadeira, Moscatel Roxo

• Para Palmela: Alicante Bouschet, Aragonez, Bastardo, Cabernet Sauvignon, Castelão, Merlot, Petit Verdot, Syrah, Tannat, Tinta Miúda, Tinto Cão, Touriga Nacional, Trincadeira.

 

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